quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Poema Secundus

CAVALARIÇA

Onde encontrar a cavalariça em que deverei verter meus cântaros de amor se há tantas montanhas a atravessar?
Penei invernos, sonhei primaveras, escaldei verões; pedia às estrelas uma fagulha de sua paixão
Atirei a Tupã infindas flechas de oração, mas ainda assim são tantos os mares vespeiros a serenar
No Lácio deixei pedaços de mim mesmo e meu cavalo d'esperança 'inda dispara sem rédeas nas estradas daquele coração

Calar-te-ia a boca num longo beijo, se assim pudesse estancar tuas palavras conformistas
Traria a ti todos os palcos do mundo com seus melhores atores para que teus ouvidos não se entristecessem com o assombro da distância
Moveria os ventos ordenando a todas as flores adornassem teu corpo e perfumassem teus cabelos
De Mercúrio tomaria o cetro e do tempo seria senhor; assim, num gesto egoísta, fixaria para sempre os teus olhos nos meus
Mas, eis-me; gélido pelo frio da solidão, frágil ante o oceano da pérfida realidade.

Vem comigo, meu amor; apartai de teus algozes, sobe em minha sela e conhece, sem medos, meus caminhos.
Deixa explodir o peito num canto alto, mais alto do que poderia supor nossos bedéis
Canta, minha amada, canta aos ventos nossa paixão e encanta a alma deste poeta que tanto te ama.

ONDE ENCONTRAR

Gente, o Livro Todos os Luares, pode ser adquirido diretamente pelo site da Editora (www.multifoco.com.br), ou no Curso Multiplus: Av. Calógeras, 6B.
O pessoal de Brasília pode adquiri-lo no Curso Fortium, que fica na 909 SUL, ou no Campus da mesma Universidade, na Asa Norte (906 Norte).
Quem não conseguir, ou não puder comprá-lo nesses endereços, ainda poderá solicitá-lo através do email luares@aquila.w3br.com.
Bem, não faltam opções de compra, portanto leiam e deixem aqui suas contribuições.
Um forte abraço a todos!

domingo, 16 de setembro de 2007

Poema primus

CHUVA

Chove.
Ca ‘stou, entregue ao desalento da mágoa, mastigando
idéias insanas, envolto em manto ignóbil de tristeza quase
parnasiana. não reencontro êxtase em Goya, minhas
atenções confundem-se com as dos pedestres no semáforo,
não há música que me vá n’alma como naqueles tempos, já
tão longe, de felicidade.
Chove.
Caem as folhas e as pisoteio sem sensibilidade para ouvirlhes
o doce farfalhar. Ocupa-se o cérebro de questões
positivistas como a preencher espaços deixados pelas
conjecturas que ali lhe fazia o coração. E o coração? Por
onde anda? Parece-me não mais poetar.
Chove.
Kafka ainda me empresta o seu quarto donde através da
vidraça assisto com fleuma sintética passearem óleos
impressionistas. Em nada me esmurram.
E ainda assim chove...


sábado, 25 de agosto de 2007

Promessas e mais promessas.

Deixarei por aqui alguns poemas e crônicas do Livro Todos Os Luares. Mas esta promessa, a estou fazendo homessa; continuem me visitando, pois assim que Chronus, este deus infalível permitir, cá estarei a deitar sobre os pergaminhos virtuais aqueles pobres versos.
Abraços a todos!

Bem-vindos, alunos!

Sim, de fato devo confraternizar-me com os alunos de Informática que visitam este Blog. São tantos que me pegam de surpresa. Incoerente este professor de assuntos tecnológicos destilar temas literários? Talvez. Dou-me àquelas duas paixões com a mesma intensidade; amo a tecnologia e igualmente a nostalgia, as letras.
Àqueles que desejarem conhecer minhas paupérrimas poesias, este é o lugar. Contactem a Editora Multifoco e procurem por meu livro "Todos os Luares". Não é obra prima, quem me dera! Mas esboça perfil distante daquele que assumo em salas de aula.
Sintam-se à vontade e deixem por aqui suas impressões.
Aos que chegaram neste "info-porto" procurando temas relacionados a nossas aulas, dirijam-se ao blog que criei para tais assuntos: www.saidesalatathy.blogspot.com .

sábado, 21 de julho de 2007

Pra tirar onda na mesa do bar.

FONTE DE DADOS PARA CONVERSA DE BAR.
Os Sete Pecados Capitais:
Gula
Avareza
Soberba
Luxúria
Preguiça
Ira
Inveja
Os Dez Mandamentos:
1º - Amar a Deus sobre todas as coisas
2º - Não tomar o Seu Santo Nome em vão
3º - Guardar domingos e dias de festa
4º - Honrar pai e mãe
5º - Não matar
6º - Não pecar contra a castidade
7º - Não furtar
8º - Não levantar falso testemunho
9º - Não desejar a mulher do próximo (principalmente quando o
próximo estiver próximo)
10º - Não cobiçar as coisas alheias
Os Três Reis Magos:
O árabe Baltazar: Trazia incenso, significando a divindade do Menino Jesus.
O indiano Belchior: Trazia ouro, significando a sua realeza.
O etíope Gaspar: Trazia mirra, significando a sua humanidade.
Os Doze Apóstolos:
1 - Simão Pedro
2 - Tiago ( o maior )
3 - João
4 - Filipe
5 - Bartolomeu
6 - Mateus
7 - Tiago ( o menor )
8 - Simão
9 - Judas Tadeu
10 - Judas Iscariotes
11 - André
12 - Tomé.
* Após a traição de Judas Iscariotes, os outros onze apóstolos
elegeram Matias para ocupar o seu lugar.
Os Doze Profetas do Antigo Testamento:
1 - Isaías
2 - Jeremias
3 - Jonas
4 - Naum
5 - Baruque
6 - Ezequiel
7 - Daniel
8 - Oséias
9 - Joel
10 - Abdias
11 - Habacuque
12 - Amos
Os Sete Sábios da Grécia Antiga:
1 - Sólon
2 - Pítaco
3 - Quílon
4 - Tales de Mileto
5 - Cleóbulo
6 - Bias
7 - Períandro
As Musas da Mitologia Grega (a quem se atribuía a inspiração das
ciências e das artes):
1 - Urânia (astronomia)
2 - Tália (comédia)
3 - Calíope (eloqüência e epopéia)
4 - Polímnia (retórica)
5 - Euterpe (música e poesia lírica)
6 - Clio (história)
7 - Érato (poesia de amor)
8 - Terpsícore (dança)
9 - Melpômene (tragédia)
As Sete Cores do Arco-Íris:
Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Anil e Violeta.
Os Sete Anões:
Dunga, Zangado, Atchim, Soneca, Mestre, Dengoso e Feliz
II - O QUE SEMPRE PERGUNTAM E NUNCA LEMBRAMOS:
As Sete Maravilhas do Mundo:
1 - As Pirâmides do Egito
2 - As Muralhas e os Jardins Suspensos da Babilônia
3 - O Mausoléu de Helicarnasso (Também conhecido como O Túmulo de
Máusolo, em Éfeso)
4 - A Estátua de Zeus, de Fídias
5 - O Templo de Artemisa (ou Diana)
6 - O Colosso de Rodes
7 - O Farol de Alexandria.
Você Sabia?
1 - Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o
quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa
imensa: "O Killed" ( zero mortos).
Daí surgiu a expressão O.K. Para indicar que tudo está bem.
2 - Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao se
referir a São José, diziam sempre "Pater Putativus", (ou seja: "Pai
Suposto") abreviando em P.P.".
Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de chamar
os "José" de "Pepe".
3 - Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história:
Espadas: Rei David (Israel)
Paus: Alexandre Magno (Grécia/Macedônia)
Copas: Carlos Magno (França)
Ouros: Júlio César (Roma)
4 - No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito "é mais
fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no
Reino dos Céus"... O problema é que São Jerônimo, o tradutor do texto,
interpretou a palavra "kamelos" como camelo, quando na verdade, em grego,
"kamelos" são as cordas grossas com que se amarram os barcos. A idéia
da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?
5 - Quando os conquistadores ingleses chegaram à Austrália, se
assustaram ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis.
Imediatamente chamaram um nativo (os aborígenes australianos eram
extremamente pacíficos) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio
sempre repetia "Kan Ghu Ru", e portanto o adaptaram ao inglês,
"kangaroo"
(canguru). Depois, os lingüistas determinaram o significado, que era muito
claro: os indígenas queriam dizer : "Não te entendo".
6 - A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da
conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles
chamavam esse lugar, e o índio respondeu "Yucatán". Mas o espanhol não
sabia que ele estava informando "Não sou daqui".
7 - Existe uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão,
chamada "PEDRO IVO". Quando um grupo de estudantes foi tentar
descobrirquem foi esse tal de Pedro Ivo, descobriram que na verdade a
rua
homenageava D. Pedro I, que quando foi rei de Portugal, foi aclamado como
"Pedro IV" (quarto). Pois bem, algum dos funcionários da Prefeitura, ao
pensar que o nome da rua fora grafado errado, colocou um "O" no final do
nome. O erro permanece até hoje. Acredite se quiser...

Que distração!

Diz o motorista do táxi:
- Olha que mulher bonita! Nossa, ela é um avião!
E o passageiro responde gritando: - Feia!
O motorista: - Feia nada! Ela é gostosona pra caramba!
E o passageiro de novo: - Feia!!!!
- Que feia o quê!! Tá louco??? - responde o motorista.
E o passageiro aos berros: - Feia! Feia ! Feia !
O motorista, que não estava olhando pra frente, bate em outro carro.
Fica louco da vida e fala pro passageiro: - Pô cara! Tu
viu que eu ia bater!!! Por que não me avisou?
E o passageiro:

- Aralho!!! Eu ava itando az ua hora: feia feia e ocê não feiô
é urdo é???

terça-feira, 17 de julho de 2007

BRINCANDO COM AS LETRAS.

Alguns termos populares fogem-se às nossas observâncias, haja vista utilizarmo-os de forma tão freqüente e descompromissada. Certa manhã, levantamo-nos e aquele ponto de interrogação existencial nos cobra: "donde vem tal expressão?"
Brinquemos com algumas:

Diz-se: Batatinha, quando nasce, esparrama pelo chão...
O correto é: Batatinha, quando nasce, espalha a rama pelo chão...
Diz-se: Cor de burro quando foge.
O correto é: Corro de burro quando foge!
Outro em que todo mundo erra: Quem tem boca vai a Roma
O correto é: Quem tem boca vaia Roma
E ainda:
É a cara do pai escarrado e cuspido - quando se quer dizer que alguém é muito parecido com o pai.
Correto é: É a cara do pai em carrara esculpido (Carrara é um local da Itália de onde se extrai belo mármore, que ganhou o seu nome)
Mais um famoso: Quem não tem cão caça com gato...
O correto é: Quem não tem cão caça como gato... Ou seja, sozinho!!!
EXPRESSÕES EXPLICADAS...
NAS COXAS
As primeiras telhas do Brasil eram feitas de argila moldada nas coxas dos escravos.
Como os escravos variavam de tamanho e porte físico, as telhas ficavam desiguais.
Daí a expressão fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito.
VOTO DE MINERVA
Na Mitologia Grega, Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado de a ter assassinato.
No julgamento havia empate entre os jurados, cabendo à deusa Minerva, da Sabedoria, o voto decisivo. O réu foi absolvido, e Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.
CASA DA MÃE JOANA
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro cuja proprietária se chamava Joana.
Como, fora dali, esses homens mandavam e desmandavam no país, a expressão casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.
CONTO DO VIGÁRIO
Duas igrejas de Ouro Preto receberam, como presente, uma única imagem de determinada santa, e, para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários apelaram à decisão de um burrico.
Colocaram-no entre as duas paróquias e esperaram o animalzinho caminhar até uma delas.
A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa.
E o burrico caminhou direto para uma delas... Só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burrico, e conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.
A VER NAVIOS
Dom Sebastião, jovem e querido rei de Portugal (sec XVI), desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos. Provavelmente morreu, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por isso o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca, e era comum pessoas subirem ao Alto de Santa Catarina, em Lisboa, na esperança de ver o Rei regressando à Pátria.
Como ele não regressou, o povo ficava a ver navios.
NÃO ENTENDO PATAVINAS
Os portugueses tinham enorme dificuldade em entender o que falavam os frades italianos patavinos,
originários de Pádua, ou Padova. Daí que não entender patavina significa não entender nada.
DOURAR A PÍLULA
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas amargas em papel dourado para melhorar o aspecto do remedinho. A expressão dourar a pílula significa melhorar a aparência de algo ruim.
SEM EIRA NEM BEIRA
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Estar sem eira nem
beira significa que a pessoa é pobre e não tem sustentáculo no raciocínio.

POR ONDE ANDA A SAÚDE?

Em épocas de "PAN", a população carioca ainda continua a sofrer com os mau-atendimentos pelas periferias dos hospitais públicos.
Tudo bem, precisamos investir no esporte, mas até quando suplantaremos as dores de baleados pela violência da cidade, as emergências geriátricas daqueles que só podem contar com o serviço público?
Tá difícil!
Talvez a seguinte manifestação possa nos levar a reflexões mais austeras sobre a temática:

"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para
virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de
Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e
velhos de pau duro, mas eles não se lembrarão para que servem."

1° de Abril.

Meio extemporâneo, bem o sei; mas recobrei-me por aqui de algumas conversas sobre o assunto e creio serem boas ilustrações a este "almanaque-cultura."

ABRIL ( do latim aprilis, aperire) começava o ano. Era o segundo mês de Rômulo. Os gregos o colocaram sob a proteção de Apolo, enquanto os romanos o consagraram a Vênus. Em fins do século XVI, abril deixou de "abrir". Em 1564, Carlos IX, da França, filho de Catarina de Médicis, determinou que o ano se iniciasse a Primeiro de Janeiro. Surgiu daí o hábito de se armarem pilhérias a Primeiro de Abril...

Os franceses, que chamam a data de "Poissons d'avril", passaram a enviar felicitações, presentes irrisórios e notícias falsas aos que não se conformavam com a inovação. E o Primeiro de Abril, por isso, ficou dedicado à mentira...

Houve farsa que se tornaram célebres. Mistificadores ganharam fama, como Alphonse Allais, Vivier e Monnier, o autor das "Memórias de Joseph Prudhomme". E esse costume de mentir nesta data veio parar no Brasil...

No começo da República, O Fígaro, jornal de Medeiros e Albuquerque, defendia acaloradamente o novo regime. A Primeiro de Abril de 1890, quando mais fervilhavam os boatos de volta ao antigo sistema de governo, e quando mais os golpistas combatiam o Marechal Deodoro ( o primeiro marechal que ocupou a Presidência nossa de cada dia), aquela publicação estampou notícia pormenorizada sobre a restauração da Monarquia, com inúmeros comentários jocosos a propósito dos políticos do Império.. Muita gente acreditou. E até um delegado de polícia, que aderira à República, hasteou a bandeira do antigo regime na fachada de sua casa. Ah, certos mineiros!...

Enfim, a Primeiro de Abril de 1964, houve uma "revolução" para salvar o Brasil...